O Bastonário da Ordem dos Médicos disse ontem em Vila Real que se a UTAD cumprir todos os requisitos exigidos para a criação de um curso de medicina a Ordem não se vai opor.
Carlos Cortes lembrou que a Ordem dos Médicos tem uma Comissão específica que dá o seu parecer técnico, sem visões políticas e ideológicas, cabendo à Agência de Avaliação e Acreditação e do Ensino Superior (A3ES) decidir.
Para o Bastonário da Ordem dos Médicos cabe à UTAD “estruturar de forma adequada o seu curso” como por exemplo garantindo “recursos humanos absolutamente indispensáveis,” e a ligação às unidades de cuidados de saúde qualificados.
Apesar de não querer abordar a questão da separação da Unidade Local de Saúde de Trás os Montes e Alto Douro criando a do Alto Tâmega e Barroso, Carlos Cortes alertou para a importância da “concentração de recursos”.
O bastonário da Ordem dos Médicos participou no debate “Um rumo para a Saúde” que decorreu na delegação de Vila Real da Ordem dos Médicos. O presidente Fernando Salvador considerou a discussão de ideias muito positiva.
Este debate foi aberto à comunidade e fez parte de uma auscultação nacional com o intuito de encontrar contributos para melhorar o Serviço Nacional de Saúde.